DFB 2015: Flores da Guerra de Ronaldo Silvestre


O desfile de Ronaldo Silvestre, com a coleção Flores de Guerra, reforça o seu estilo em abordar questões próprias do cotidiano das pessoas. Inspirado no poema A Flor e a Náusea, do poeta Carlos Drummond de Andrade, o designer fala do drama mundial da violência urbana, numa referência à flor do poema, que brota em meio ao asfalto rígido. A partir desse olhar, Ronaldo transforma jeans em viés que, aplicado sobre a seda artesanal resulta em outro tecido. Daí surgiram flores, inspiradas nas estruturas e contornos urbanos. Num processo de desconstrução e reconstrução de tecidos, o designer retrata, em 23 looks, a dureza da violência de forma sutil e romântica, numa modelagem comportada, de saias retas e vestidos lady like, incluindo uma alfaiataria estilizada na mesma cartela de tecidos, que vai do guarda roupa feminino ao masculino. Seguindo a linha, um jeans camuflado, com pegada de exército, tem sua dureza quebrada pela leveza da seda. O floral da chita arremata a proposta, jogando luz sobre a cartela de cores, composta por tons de cinza, preto, um vermelho intenso, além dos crus. A beleza é exótica. Nos pés, coturnos e uma coleção exclusiva da Ramarim, mais rústica.
No meio da dureza da violência, novas possibilidades. É a flor que nasce no asfalto.Confere:

Informações: Fernanda Martins / Fotos Passarela: Roberta Braga / Bastidores: Nicolas Gondim
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